Curso PFOL – algumas impressões depois da visita à Casa-Museu Marieta Solheiro Madureira

Curso PFOL – algumas impressões depois da visita à Casa-Museu Marieta Solheiro Madureira

Teresa Bagão /

Os alunos do curso de Português para Falantes de Outras Línguas, a funcionar na Escola Secundária de Estarreja, tiveram a oportunidade de conhecer o espaço museológico da Casa-Museu Marieta Solheiro Madureira, que gentilmente abriu as suas portas em horário noturno para acolher este grupo de adultos. Foram duas horas de intensa atenção, com muitas perguntas e muitos comentários, marcados por um genuíno interesse em conhecer pessoas e factos que fazem a História local e regional de Estarreja.
Incluímos três comentários escritos pelos alunos Rui de Pinho e Maribel dos Santos, de nacionalidade venezuelana, e Ysabel Arrieta, de nacionalidade peruana.

"Eu gostei de visitar este museu, pois conheci a história do médico, o Dr. Madureira, e a sua relação amorosa, é uma fundação para homenagear a sua esposa, a sua companheira de vida.

Na casa, há muita informação e obras de arte, quadros do pintor Fernando Martinez Rubio e de João Carlos Celestino Gomes

, assim como mostras de loiça da época. Também gostei das obras feitas pela Sra. D. Marieta, dos azulejos com os signos do zodíaco que estão no corrimão ao subir as escadas. O doutor teve uma empregada chamada D. Adelaide, que esteve 50 anos ao serviço da família, a quem lhe deu o usufruto da casa, o que diz que o médico era muito sensível e agradecido às pessoas com quem conviveu". | Rui Miguel da Costa de Pinho

 

"(...) Ele tinha uma forma de pensar avançada para a época. Era uma pessoa sensível, que se dava com pessoas das artes, das ciências, da literatura e da pintura.

As pinturas que tem na casa são de João Carlos Celestino, médico, escritor e pintor (com tinta china e técnica de gravura), e de Fernando Martinez Rubio, pintor espanhol.

No recorrer da visita guiada, vimos muitos móveis trabalhados, antiguidades, pinturas, loiças, tecidos, azulejos, algumas delas oferecidas pelos seus amigos e feitas pela sua esposa, que refletem o estilo daqueles anos.

Gostei das muitas frases que há pela casa para refletir, por exemplo, “Bem compreender para bem perdoar”." | Maribel Afonso Dos Santos

 

"A visita à Casa-Museu Marieta Solheiro Madureira foi para mim uma experiência muito gratificante, pelas suas obras de arte portuguesas e estrangeiras (chinesas e japonesas), incluindo pintura, arte sacra, mobiliário de madeira talhada muito bem convervado com grande destaque, cerâmica, entre outras.

Além disso, em alguns espaços da Casa-Museu existem frases escritas que motivam à reflexão, sendo uma delas de que gostei muito: "bem compreender para bem perdoar". Tudo isso torna a Casa-Museu muito acolhedora.

Cativou-me a decisão do Dr. António Madureira de adaptar a sua residência em Casa-Museu, para homenagear o seu grande amor e companheira de sempre, Dona Marieta Solheiro Madureira, perpetuando e honrando a sua memória, dando o nome dela à Casa-Museu, um lindíssimo gesto." | Ysabel Arrieta